18 maio 2010

quero - te


"Quero-te de poucas palavras. Quero-te sem filosofias. Quero-te desinibido e de cabeça quente, perdida. Quero-te com as tuas feridas delirantes, as tuas histórias de amor e de ódio e com os teus segredos que te aprisionam. Quero que os vingues no meu corpo, sem moral nem religião. Quero-te sem glamour nenhum. Quero-te sem formalidades nem apresentações. Quero-te jantar, banquete que o dia nunca sacie. Quero-te perigo livre, pecado vivo e erro crasso. Quero o maior de todos os teus fantasmas - tu mesmo.

Quero-me arrependida no dia seguinte, quero-me culpada.
Só então me saberei viva - vivendo-te."

2 comentários:

  1. não achas que, vendo um plano estabelecido concretizar-se, perder-se-á o sabor comparativamente a uma ocorrência não planeada? questiono se o efeito surpresa não será mais agradável, porém entendo a tua necessidade de desejo. abraço!

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  2. ok hernandez, gostei do teu texto.
    enfim, ambas as condições, obviamente, de certo modo, quando o amor é alimentado e construído, valem a pena. apenas dei essa minha opinião, considerando que, ao menos, um poderá ser, eventualmente, não sei se concordas, muito mais apetecível e gostoso que o restante.

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